quinta-feira, 14 de maio de 2009

guerra

você espancou-me
feriu-me sem dar ao menos um tapa.
você usou as palavras que cortam
o olhar que alfineta
e o sorriso que disfarça.
Você machucou-me covardemente,
não foi a mim: seu alvo
atirou naqueles que mais amo.
Mas te perdôo
sei que um dia, pode precisar de mim.

quinta-feira, 26 de março de 2009

DESCULPAS

OLÁ PESSOAS...

EM PRIMEIRO LUGAR DESCULPE-ME A AUSENCIA ESTOU PRA TICAMENTE SEM INTERNET ATÉ A PRIMEIRA QUINZENA DE ABRIL...

APÓS ESTA DATA VOLTAREI AS MINHAS CONSIDERAÇÕES SEMANAIS...

ABRAÇOS!

Arco – íris

Vermelho da paixão amante

Laranja da vitalidade única

Amarelo do trabalho árduo

Verde da esperança de que tudo sempre acaba bem

O azul da alegre mãe educadora

O anil de personalidade forte e calma aparente

E o violeta da unicidade

A cor da mulher é arco-íris!



Somos multicoloridas e multifacetadas

Temos a determinação para realizar os sonhos

A calma para ninar o filho

A chama para enlouquecer os homens...



Somos especiais

Porque somos camaleoas

E exatamente por isso, incompreendidas pelo sexo oposto.



A questão é: nem sempre precisamos ser compreendidas

Queremos apenas ser amadas e admiradas em cada uma de nossas etapas (in) constantes:

Como filha, neta,

Como mãe, como esposa

Como profissional

E, sobretudo como mulher...



O másculo que conseguir isto

Perceberá o quão valioso é este tesouro.

ÓTICAS DE UMA CÂMERA ATENTA

Fotografia
recorte instantâneo, único e pessoal.
Registros da banalidade, da história, da humanidade.

Retrato da vida.

Olhar sob detalhes que ninguém percebeu
Flashes sob o que todos reparam de outro ângulo
Lente da trivialidade, emoção e do inespressivo.

Espelho do homem.

Homem que leva a vida da sua maneira,
causa a percepção
diferente de seu pensamento na produção.

Homem que ri, chora, esbraveja, se emociona.
Vive diariamente momentos comuns e especiais de acordo com sua ótica
que é diferente das demais.

Particularidade: dia a dia de cada pessoa da multidão.

unicidade na câmera:
da vida e da alma

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Palavras

As palavras possuem um poder incalculável
Podem machucar mais que pedras atiradas
E podem alegrar mais que doces para crianças...

As palavras nem sempre são ditas com a boca
Elas também são ditas e interpretadas com as atitudes
Não isoladas, em conjunto
Com os dias
Com as pessoas
Com as promessas
Com a boca.

As palavras possuem a mágica de dizer e dizdizer
Elas saem, as vezes como um canto dos pássaros
Não se explica, mas se compreende
Mesmo no silêncio.

As palavras rasgam, pertubam, incomodam
Quando interpretadas de maneira que não foram ditas.

Vivemos no mundo semiótico ambulante
Onde o excesso de informações pode confundir
Qualquer palavra mais simples e singela

Portanto cansei-me de tentar expressar na escrita
O que só a morfologia involuntária e amiga explica.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

lembranças

Sentar na beira do fogão a lenha na casa do vôvô
escorregar no tapete pela escada
e fazer bolhas de sabão com o canudinho do pé de mamão...

Descer no ribeirão de jangada de bananeira
fazer jarros para as violetas de garrafa vazia de refrigerante
aprender a bordar o nome em ponto cruz...

Andar a cavalo e sentir o vento no rosto
brincar de "sombra" e de armadilhas
rapar o "taxo" de doce de leite...

fazer panelinhas de argila e as acompanhar secar
aprender "boiar" na lagoa
e escutar o barulho mágico da vara de marmelo brincando de lutador de esgrime.

Aprender onde é a terra boa para minhoca
pegar a minhoca e a colocar no cestinho que fez com a lata de nescau
e depois de tudo, aprender a pescar, a limpar o peixe e a fritá-lo

Aprender a fazer o grude para o papagaio,
a rabiola e manivela.
E saber que pipa e papagaio tem diferença.

aprender que cada coisa tem seu valor
e que as petecas de pena de galinha e palha de milho
são mais que brinquedo
são lembranças inesquecíveis
que permanecerão guardadas pra sempre na memória
como verdadeiro amor de uma verdadeira infância.

percepções frouxas

Durante toda nossa vida criamos idealizações
perspectivas
e esperamos algo dos outros.
por isso mesmo nos decepcionamos muito.

criamos imagens das pessoas, de nós mesmos e de nossa vida.
Qualquer imprevisto nos faz desmoronar,
entristecer e querer desistir de tudo
porém nos esquecemos que ninguém pediu ou confirmou a imagem que criamos dos outros.
Portanto não temos o direito de nos decepcionar com algém
simplesmente pelo fato desse alguém não ser o que nós gostaríamos que fosse.

Lutar contra as diversas márcaras que nos colocam e que colocamos em nós mesmos
é um desafio que nos faz pagar um preço muito alto,
e o principal deles não é a decepção causada
e sim a certeza dos outros que sempre souberam que se decepcionariam com você
mas ainda sim continuaram sonhando.